5 de Setembro de 2001
Quando acordamos em Gstaad às 6h, quase não acreditei. Os meteorólogos suíços foram precisos. (como só podiam ser). As montanhas tinham sumido, nuvens grossas subiam pelos vales estreitos e chovia muito. Com certeza, teria sido impossível decolar de Saanen por não sei quantos dias. Meus amigos pilotos Benno e Marianne me trouxeram de carro desde Gstaad e ficaram o dia todo me ajudando em Grenchen onde o Ximango passou por uma revisão caprichada.
Depois de tantas horas desde julho tentando descobrir qual era o problema do piloto automático, com o fabricante S-Tec insistindo que era quase impossível ser algum defeito do aparelho (e assim me deixando voar 25,000 km sem o dito cujo), Roger Christen levou 30 minutos para instalar um novo aparelho idêntico que funcionou imediatamente. Voei com um aparelho defeituoso o tempo todo, e como foi difícil fazer a empresa acreditar. Mas, são águas passadas e o mais importante é que o novo funciona bem.
Por fim, decolei de Grenchen ainda abaixo de um céu carregado de nuvens, depois de almoçar com Jean-Pierre, o controlador. O Jura, uma cadeia de montanhas na fronteira da Suíça com a França e a Alemanha, estava completamente escondida nas nuvens. Então segui a via expressa até Basel e depois, peguei o vale do Reno mais ou menos no rumo certo. Tenho que dizer novamente como é prazeroso voar na Europa: se você voar fora ou abaixo das áreas controladas e longe dos aeroportos principais, pode voar em paz sem ter que se comunicar por rádio. Isso deixa tempo livre para se dedicar a coisas muito mais importantes como curtir a paisagem… além de ficar de olho em outros aviões e nos fios de alta tensão.
Atravessei logo a fronteira com a Alemanha e gostei de ver tantos moinhos de vento, gerando eletricidade limpa. Os pilotos aqui chamam os moinhos de “fly-catchers” porque houve vários acidentes com aviões leves. Pessoalmente, acho os moinhos bem óbvios, mesmo de longe, certamente mais fáceis de ver do que os fios de alta tensão esticados em toda a extensão da Europa do Norte – e esses também servem de “fly-catchers”.
Após voar com muita chuva, por fim achei um pedaço de terra ensolarado, logo acima de Aschaffenburg. Havia muitos planadores encostados pela pista. Quando pousava, um BMW conversível me acompanhou, acelerando pela pista de táxi paralela à pista de pouso, com uma equipe da TV alemã filmando meu pouso. Ihhh, fiquei meio nervoso, sabendo que não podia dar vexame!
Ursula Rummel tinha organizado a vinda da imprensa da parte da Victorinox alemã, e Werner e Henrieke Austermann e Hilmar Stock, representantes do Ximango para os países Benelux, coordenaram uma série de eventos que começaram quando pousei e terminaram bem tarde da noite! Charlie, presidente do Aeroclube de Ashaffenburg, com seus 500 sócios e 150 aviões, convidou toda a comunidade. Recebi muitos presentes e me ofereceram um jantar maravilhoso de spätzli, que eu adoro, regado de cerveja, é claro. Henrieke prendeu a platéia com um resumo brilhante e hilário da minha viagem – curti muito ouvir tudo que ela contou e foi difícil acreditar que estava falando do meu vôo!
O Ximango também recebeu tratamento VIP e foi dormir no hangar. Obrigado a todos por este tratamento tão especial!
Linhares–Vila Velha–Maricá–Rio de Janeiro – 568 km
28 de setembro de 2001
Recife–Lençóis – 915 km
26 de setembro de 2001
Fernando de Noronha – Recife 545 km
25 de setembro de 2001
Praia (Cabo Verde)–Fernando de Noronha (Brasil) – 2.315 km
24 de setembro de 2001
Dakar (Senegal)-Ilha do Sal-Praia (Cabo Verde)
24 de setembro de 2001
Nouadhibou (Mauritânia)–Dakar (Senegal) – 690 km
19 de setembro de 2001
Marrakesh (Marrocos)–Nouadhibou(Mauritânia) – 1.575 km
18 de setembro de 2001
Lisboa (Portugal)–Marrakesh (Marrocos) – 800 km
16 de setembro de 2001
Lisboa
15 de setembro de 2001
Cuatro Vientos(Espanha)–Cascais(Portugal) – 510 km
14 de setembro de 2001
Denham(Inglaterra)–Cuatro Vientos (Espanha) – 1.270 km
13 de setembro de 2001
Dieppe (França)–Denham (Inglaterra) – 220 km
10 de setembro de 2001
Amboise-Dieppe (França) – 220 km
9 de setembro de 2001
Worms (Alemanha)–Bruxelas (Bélgica)–Amboise (França)
7 de setembro de 2001
Aschaffenburg–Worms (Alemanha) – só 62 km
6 de setembro de 2001
Grenchen (Suíça)–Aschaffenburg (Alemanha) – 330 km
5 de setembro de 2001
Lausanne-Saanen-Grenchen (Suíça) – 125 km
3 de setembro de 2001
Brindisi-Biella-Aosta (Itália)-Lausanne (Suíça) – 1.130 km
29 de agosto de 2001
Iraklion (Grécia)-Brindisi (Itália) – 865 km
28 de agosto de 2001
Luxor (Egito)–Iraklion (Grecia) – 1.295 km
27 de agosto de 2001
Djibuti–Luxor (Egito) – 1.930 km
25 de agosto de 2001
Djibuti
24 de agosto de 2001
Mascate (Omã)-Djibuti – 2.170 km
23 de agosto de 2001
Ahmedabad (Índia)-Mascate (Omã) – 2.170 km
22 de agosto de 2001
Bhopal-Mumbai-Ahmedabad (Índia) – 1.110 km
20 de agosto de 2001
Yangon–Patna (Índia)–Bhopal (1.515 + 825) – 2.340 km
18 de agosto de 2001
Yangon (Birmânia)
17 de agosto de 2001
Nha Trang–Ho Chi Minh (Vietnã)–U-Taphao (Tailândia) – 875 km
14 de agosto de 2001
Macau–Nha Trang (Vietnã) – 1.600 km
13 de agosto de 2001
Hong Kong
11 de agosto de 2001
Ishigaki (Japão)–Macau – 1.110 km
10 de agosto de 2001
Kushidagawa-Miyazaki-Ishigaki -1.700 km
9 de agosto de 2001
Gakuen–Kushidagawa Glider Port (Japão) – 220 km
8 de agosto de 2001
Niigata–Gakuen (Japão)
7 de agosto de 2001
Juzhno Sakhalinsk (Rússia)-Niigata (Japão) – 1.040 km
6 de agosto de 2001
Ilha Sakhalin
5 de agosto de 2001
Khabarovsk-Juzno Sakhalinsk – 595 km
4 de agosto de 2001
Polina Osipenko–Khabarovsk – 455 km
2 de agosto de 2001
Polina Osipenko (Sibéria)
1 de agosto de 2001
Okhotsk–Polina Osipenko por Ayan – 880 km
31 de julho de 2001
Okhotsk, Sibéria
29 de julho de 2001
Magadan–Okhotsk – 425 km
29 de julho de 2001
Anadyr–Markovo–Magadan (Sibéria) – 1.490 km
28 de julho de 2001
Nome (Alasca)–Anadyr (Sibéria) via Gambell – 835 km
26 de julho de 2001
Nome–Shishmaref–Nome – 390 km
25 de julho de 2001
Fairbanks–Galena–Nome – 840 km
24 de julho de 2001
Ainda em Fairbanks!
23 de julho de 2001
Whitehorse, Canada-Fairbanks, Alasca – 435 km.
22 de julho de 2001
William Lake-Smithers–Whitehorse – 1.500 km em ziguezague
19 de julho de 2001
Seattle (USA)–Penticton (BC, Canadá)–Vernon-Williams Lake – 665 km
18 de julho de 2001
Seattle-Seattle!
17 de julho de 2001
EAA fly-in, Arlington, Washington
14 de julho de 2001
Portland –McMinnville–Portland–Seattle – 337 km
12 de julho de 2001
Salt Lake City (Utah)–Portland (Oregon) – 1.010 km
12 de julho de 2001
Cottonwood-Salt Lake City (EUA) – 865 km
10 de julho de 2001
Tucson–Cottonwood (Arizona, EUA) – 300 km
10 de julho de 2001
Torreón (México)–Tucson, Arizona (USA) – 1.085 km
8 de julho de 2001
Toluca–Torreón (México) – 795 km
7 de julho de 2001
Cidade da Guatemala-Tapachula (México) – Toluca. 1110 km
5 de julho de 2001
Cidade da Guatemala
3 de julho de 2001
Libéria (Costa Rica)–Guatemala City – 695 km
2 de julho de 2001
Cartagena (Colômbia)-Liberia (Costa Rica) – 1150 km via Panamá
1 de julho de 2001
Valencia (Venezuela) Cartagena (Colômbia) – 915 km
30 de junho de 2001
Canaima-Valencia (Venezuela) – 710km
28 de junho de 2001
Ciudad Guayana-Canaima – 230 km
27 de junho de 2001
Ciudad Guayana (Venezuela)
26 de junho de 2001
Boa Vista (Brasil)-Ciudad Guayana (Venezuela) – 650 km
26 de junho de 2001
Alta Floresta-Boa Vista – 1.520 km
25 de junho de 2001
Goiânia-Alta Floresta – 1.050 km
24 de junho de 2001
Sorocaba-Goiânia – 780 km
23 de junho de 2001
Sorocaba
23 de junho de 2001
Sorocaba
22 de junho de 2001
Rio de Janeiro – São José dos Campos
20 de junho de 2001
Porto Alegre-Venâncio Aires e de volta
6 de junho de 2001
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